23/10/2024 | Por: Secretaria de Comunicação Social
O estudo de eventos climáticos mundiais e a reconstrução de cidades afetadas por desastres são temas prioritários do Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres do G20 (Foto: Divulgação/G20 Brasil)
Nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, durante o
próximo evento do Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres (GTRRD) do
G20, em Belém (PA), a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das
Cidades apresentará diversas ações para prevenir eventos climáticos em
periferias brasileiras.
Um desses programas
inclui o mapeamento das áreas mais vulneráveis em cerca de 200 municípios
brasileiros, que contarão com um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), e
a ampliação, até 2026, da capacidade de prevenção de riscos e da resposta a
desastres em todo o Brasil. O PMRR tem importante papel no conhecimento técnico
dos setores de risco e da priorização das áreas para investimentos públicos e
privados com intervenções estruturais e não estruturais para redução de riscos.
Logo, é requisito fundamental para as ações de prevenção e mitigação de riscos
e desastres.
O mapeamento de risco –
identificação, análise e espacialização de perigos e vulnerabilidades – é uma
etapa inicial indispensável para dar suporte à gestão de riscos e ao
planejamento de um conjunto de medidas preventivas e/ou mitigadoras que podem
evitar os desastres e seus impactos. Paulista, município na região
metropolitana de Recife, foi a primeira cidade a implementar o projeto
realizado em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB).
A ferramenta segue
quatro etapas principais: planejamento e composição da equipe; levantamento de
dados em campo e discussões com a comunidade; mapeamento das áreas de risco e
proposição de intervenções estruturais e não estruturais; e consolidação dos
resultados.
Na última segunda-feira,
21 de outubro, o PMRR passou a ser elaborado em Teresina (PI), depois que os
técnicos da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, do
Serviço Geológico do Brasil, da Defesa Civil e da Prefeitura de Teresina se
reuniram entre os dias 17 e 18 para coletar dados. As atividades incluíram
encontros com moradores e lideranças comunitárias de Teresina. Também foram
realizadas visitas a duas escolas de ensino fundamental da rede pública
municipal.
Durante o evento,
Fernando Rocha Nogueira, assessor técnico da Secretaria Nacional de Periferias
e especialista em gestão de riscos, ressaltou a importância deste mapeamento,
com envolvimento direto dos moradores. "É essencial que o planejamento
considere a realidade dos eventos climáticos extremos, além de promover a
participação ativa das comunidades locais nas ações preventivas", destacou
Nogueira.
Além de Paulista e
Teresina, outras oito cidades estão programadas para a elaboração de PMRR: Rio
Branco (AC), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Blumenau (SC), Rio do
Sul (SC), Bento Gonçalves (RS) e Santa Cruz do Sul (RS). Essa iniciativa ocorre
por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED), que estabelece a
cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) e o Serviço
Geológico do Brasil (SGB). O investimento nesses dez planos é de R$ 7,5
milhões.
OUTROS PLANOS — O Ministério das Cidades está desenvolvendo diversos
planejamentos com a finalidade de reduzir os riscos de desastres. Por meio da
Secretaria Nacional de Periferias, além destes 10 planos, outros 20 estão em
andamento, em 16 estados, em cooperação com universidades públicas e
prefeituras municipais. A meta é finalizar 200 planos até 2026.
GRUPO DE TRABALHO — Em Belém, o próximo encontro do GTRRD, coordenado
pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do Ministério da
Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), começará no dia 30 de outubro.
O foco do evento é a discussão dos principais problemas que o Brasil e as
nações que compõem o G20 enfrentam diante das mudanças climáticas nos dias
atuais, como chuvas intensas e secas severas.
"Será uma discussão
intensa sobre as boas práticas de defesa civil para reduzir os riscos e os
danos desses desastres para a população", declarou o secretário Nacional
de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, em entrevista para o programa A Voz
do Brasil, na noite desta terça-feira, 22 de outubro.
Segundo Wolff, o grupo
se propõe a, além de discutir os problemas, apontar direções e soluções.
"O objetivo é que os países membros do G20 possam adotar as ações para a
redução do risco de desastres discutidas durante o encontro e que elas possam
ser replicadas em outros países", afirmou.
O Grupo de Trabalho
adotou seis prioridades para orientar as ações brasileiras e as contribuições
dos países membros. São elas:
1.
Combater as desigualdades e reduzir as vulnerabilidades;
2.
Cobertura global dos sistemas de alerta precoce;
3.
Infraestruturas resilientes a catástrofes e às alterações climáticas;
4.
Estratégias de Financiamento para Redução do Risco de Desastres;
5.
Recuperação, Reabilitação e Reconstrução em Caso de Desastres;
6.
Soluções baseadas na natureza.
PRESIDÊNCIA BRASILEIRA — Desde 1º de dezembro de 2023, o Brasil assumiu, pela
primeira vez, a presidência do G20 e colocou na pauta prioridades como a
reforma da governança global, as três dimensões do desenvolvimento sustentável
(econômica, social e ambiental) e o combate à fome, pobreza e desigualdade. Com
presidências rotativas anuais, o G20 desempenha papel importante nas grandes
questões econômicas internacionais.
Atualmente, além de 19
países dos cinco continentes (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita,
Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos,
França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e
Turquia), integram o fórum a União Europeia e a União Africana. O grupo agrega
dois terços da população mundial, cerca de 85% do PIB global e 75% do comércio
internacional.
A agenda do G20 inclui
outros temas de interesse da população mundial, como comércio, desenvolvimento
sustentável, saúde, agricultura, energia, meio ambiente, mudanças climáticas e
combate à corrupção.
Jornalista responsável:
Jornalista Adalmir Ferreira da Silva
Registro nº 0042497/RJ
Diretora Executiva:
Joana D’arc Malerbe
Maricá/RJ (21) 98763-5117 nvedicaorj@gmail.com