13/09/2024 | Por: Notícias ao Minuto
(Reprodução)
APolícia Federal (PF) no Rio de Janeiro abriu na manhã desta
quinta-feira, 12, a Operação Teatro Invisível na mira de uma quadrilha que
divulgava informações falsas sobre candidatos a prefeito de mais de dez
municípios - Paraty, São João de Meriti, Mangaratiba, Cabo Frio, Guapimirim,
Carapebus, Paracambi, Itatiaia, Araruama, Itaguaí, Miguel Pereira, Belford Roxo
e Saquarema. Quatro investigados foram presos preventivamente durante a ação.
Agentes
foram às ruas para vasculhar 15 endereços no Rio. As ordens foram expedidas
pelo juízo da 8ª Zona Eleitoral do Estado, que ainda determinou bloqueios de
até R$ 1 milhão de cada investigado.
Durante as
diligências, a PF apreendeu R$ 188,3 mil em espécie. Também foram recolhidos
três veículos de luxo blindados. Um dos carros foi confiscado com o alvo
principal da ofensiva, capturado na rua no Recreio dos Bandeirantes, zona Oeste
do Rio.
A Polícia
Federal suspeita que o grupo desenvolveu um "sofisticado e lucrativo
esquema baseado na contratação de pessoas com o objetivo de influenciar no
processo eleitoral de diversos municípios". Os líderes chegaram a ocupar
funções públicas em diversas cidades do Estado, diz a PF.
Os
investigadores indicam que a quadrilha atua pelo menos desde 2016, já tendo
influenciado no mínimo em três eleições municipais.
Segundo o
inquérito da PF, as pessoas contratadas pelo grupo recebiam instruções dos
coordenadores para difusão de mentiras sobre diferentes candidatos a prefeito.
A partir daí o pessoal arregimentado para essa etapa da fraude começava a
circular pelas cidades espalhando informações falsas em pontos de ônibus,
padarias, filas de bancos, bares e mercados.
A estratégia
visava beneficiar candidatos para os quais o serviço criminoso foi contratado.
A PF diz que
os "atores contratados" recebiam R$ 2 mil por mês. Já os
coordenadores do esquema embolsavam R$ 5 mil. Eles também eram admitidos para
ocupar funções nas próprias administrações municipais.
Em anos
eleitorais, quando o esquema entrava em operação, coordenadores eram exonerados
de seus cargos e substituídos por "laranjas", possíveis funcionários
fantasmas, diz a corporação.
"A
'campanha' de propaganda criminosa possuía um processo de aferição de resultado
incluído no seu planejamento por meio da elaboração de relatórios diários das
atividades, com a especificação da quantidade de eleitores abordados por dia,
número de votantes em cada candidato e o total de eleitores convertidos para o
candidato beneficiário do esquema criminoso", detalha a PF.
A ofensiva
apura suposta formação de quadrilha, desvio de funcionários públicos, uso de
"laranjas" para burlar incompatibilidades com o exercício da função
pública, lavagem de dinheiro, constrangimento ilegal de servidores (assédio
eleitoral), assim como crimes de difusão de desinformação, previstos no Código
Eleitoral.
Jornalista responsável:
Jornalista Adalmir Ferreira da Silva
Registro nº 0042497/RJ
Diretora Executiva:
Joana D’arc Malerbe
Maricá/RJ (21) 98763-5117 nvedicaorj@gmail.com