No Rio de Janeiro, Ligue 180 registra aumento de mais de 2% nos atendimentos em 2024
Foram 112.164 ligações no ano passado, contra 109.720 em 2023. Denúncias também cresceram, de 19.453 em 2023 para 21.528 em 2024, acréscimo de 10,6%
07/02/2025 | Por: Secom/PR.
(Divulgação: Ministério das Mul)
Dispositivo central na
estratégia de enfrentamento da violência contra a mulher no país, a Central de
Atendimento à Mulher — Ligue 180 totalizou, no ano passado, 112.164 ligações
registrados no Rio de Janeiro, um aumento de 2,2% em relação a 2023, quando 109.720
ligações foram computadas. No ano passado, no Rio de Janeiro, houve
aumento de 10,6% no número de denúncias, passando de 19.453 em 2023 para 21.528
em 2024. Desse total, 19.584 foram recebidas por telefone e 1.527 por WhatsApp.
Entre as denúncias no ano
passado, 15.653 foram apresentadas pela própria vítima, enquanto 5.843 foram
por terceiros. A casa da vítima ainda é o cenário onde mais situações de
violência são registradas: 9.389 denúncias tinham este contexto. A residência compartilhada
por vítima e suspeito também é local de grande parte das denúncias no Rio de
Janeiro, com 6.522 casos.
A violência contra
mulheres entre 40 e 44 anos (3.545 vítimas) representa o maior número de
denúncias. São as mulheres pretas e pardas as vítimas mais frequentes (12.351).
No geral, em relação à frequência da violência 9.899 vítimas disseram que ela
acontece diariamente e 4.375 disseram que ocorre ocasionalmente. Foram
denunciados 2.651 companheiros(as) e 3.735 ex-companheiros(as).
Para a ministra das
Mulheres, Cida Gonçalves, o aumento significativo no número de atendimentos
realizados pela central reflete a maior confiança da população brasileira, em
especial das mulheres, no Ligue 180, que vem recebendo uma série de melhorias
desde 2023, com a reestruturação prevista na retomada do Programa Mulher Viver
sem Violência (Decreto nº 11.431/2023).
"Temos investido na
capacitação das profissionais que realizam o atendimento e o acolhimento das
mulheres, tanto para a informação sobre direitos e serviços da rede, como para
o correto tratamento e encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes,
aumentando a confiança no canal. Além disso, temos intensificado as campanhas
para ampliar a divulgação do Ligue 180, inclusive o atendimento no
WhatsApp", explica a ministra.
Serviço
Pode fazer a ligação
gratuita (ligue 180) de qualquer lugar do Brasil, 24 horas, todos os
dias da semana (inclusive finais de semana e feriados).
Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por
meio do telefone 190.
Pode acionar o canal via chat no Whatsapp, clique
aqui: (61) 9610.0180 ou
aponte a câmera para o QRCode.
NACIONAL — Em 2024, a Central
Ligue 180 atendeu 691.444 ligações de todo o território nacional, o que
representa um aumento de 21,6% em relação a 2023. O número de atendimentos pelo
WhatsApp, lançado em abril de 2023, passou de 6.689 em 2023 (743/mês) para 14.572
em 2024 (1214/mês) — salto de 63,4%.
2 MIL POR DIA — No total,
contabilizando telefonia, WhatsApp, e-mail, entre outros canais de atendimento,
o Ligue 180 realizou 750.687 atendimentos em 2024 — média de 2.051 por
dia. O número de denúncias feitas à Central Ligue 180 também aumentou,
passando de 114.626 em 2023 para 132.084 em 2024. Desse total, 38.470 foram
realizadas pela própria vítima e 86.105 foram anônimas.
RAÇA/COR DA VÍTIMA — Dentre os
registros em que foi declarada raça/cor da vítima, as mulheres negras
representam a maioria (52,8%) das denúncias de 2024, somando 53.431 casos
contra mulheres pardas e 16.373 contra mulheres pretas. Além disso, mulheres
brancas somam 48.747 denúncias, seguidas por amarelas (779) e indígenas (620).
Em 12.134 denúncias, a cor-raça das vítimas não foi identificada.
IDADE — Quanto à idade, os
dados apontam que as faixas etárias mais atingidas foram mulheres entre 40 e 44
anos (18.583 denúncias), de 35 a 39 anos (17.572 denúncias) e entre 30 a 34
anos (17.382 denúncias).
TIPOS DE VIOLÊNCIA — Ao todo, 573.131
violações foram reportadas ao Ligue 180 em 2024, uma redução de 3,9% em relação
a 2023, quando 596.600 violações foram registradas. Os tipos mais recorrentes
foram a violência psicológica (101.007 denúncias); seguida pela física (78.651);
patrimonial (19.095); sexual (10.203), violência moral 9.180) e cárcere privado
(3.027). De acordo com a metodologia utilizada pela Central, uma denúncia pode
conter mais de um tipo de violação de direitos das mulheres.
RELAÇÃO SUSPEITO E VÍTIMA — Os dados de 2024
revelam a predominância de suspeitos com relação íntima e/ou familiar com a
vítima: companheiros(as) atuais, com 17.915 denúncias, ou ex, com 17.083
denúncias.
CENÁRIO DAS VIOLAÇÕES — Em relação ao
local em que ocorreram as violações, o ambiente doméstico e familiar foi o
cenário mais comum. A “casa da vítima” apareceu em 53.019 denúncias, seguida
pela “casa onde reside a vítima e o suspeito” (43.097 denúncias) e a “casa do
suspeito” (7.006). Já o ambiente virtual (internet) somou 6.920 denúncias.
INÍCIO E FREQUÊNCIAS DAS
AGRESSÕES —
Os dados indicam que há mulheres que vivenciam situações de violências por
longos anos e diariamente. Ao todo, 32.591 denúncias são de violências que
acontecem há mais de um ano, e 18.798 indicam que iniciaram há um mês.
Cerca de metade das denúncias (46,4%) apontaram que as vítimas eram agredidas
diariamente, o que evidencia a persistência do fenômeno da violência contra as
mulheres. “Ocasionalmente” foi a segunda categoria mais frequente, com 23.431
denúncias, seguida de “Única Ocorrência” (19.214) e “Semanalmente” (10.945). A
categoria “Mensalmente” foi a menos registrada nas denúncias (2.453). Além
disso, 13.982 denúncias não possuem a informação sobre a frequência das
violações.
NOVA CENTRAL — Em agosto de 2024,
o Ligue 180 inaugurou a nova central de atendimento, que passou a atuar de
forma totalmente independente da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Após
processo licitatório, o Ministério das Mulheres firmou um novo contrato no
valor de R$84,4 milhões com empresa especializada para prestação de serviço
continuado de atendimento por meio de múltiplos canais.
Também estão sendo
firmados acordos de cooperação técnica com os estados para a capacitação dos
pontos focais com o objetivo de garantir a melhoria do fluxo de encaminhamento.
Ao todo, 10 estados já aderiram ao ACT: Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas,
Piauí, Acre, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Distrito Federal, além do
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
NOVOS PROTOCOLOS — A partir da nova
Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180 passou a quantificar outros tipos
de atendimentos realizados pelo canal voltados à disseminação de informações,
como direitos das mulheres e a rede de serviços especializada. “Importante
demarcar que o Ligue 180 é, principalmente, um canal de acolhimento e
orientações”, destaca Ellen dos Santos Costa, coordenadora-geral do Ligue
180.
Porém, segundo Costa, antes da nova contratação, só era possível quantificar o
número de denúncias registradas, o que prejudicava o uso dos dados voltados à
implementação de políticas públicas. “Além do mais, também é possível registrar
manifestações sobre o atendimento realizado pelos órgãos que compõem a rede de
atendimento à mulher, um mecanismo que ajudará os governos, em todas as suas
esferas, a identificarem falhas do atendimento e destinarem esforços para o
aprimoramento da rede”, acrescenta.
ATUALIZAÇÃO E LANÇAMENTO
DO PAINEL —
Em 2023, o Ministério das Mulheres atualizou a base de dados do Ligue 180, que
conta com informações sobre endereços e telefones de mais de 2,6 mil serviços
especializados da Rede de Atendimento à Mulher, além de informações que tratam
de direitos e garantias da mulher em situação de violência. Para que a
população, em especial as mulheres, possa acessar amplamente essas informações,
foi lançado em fevereiro de 2024 o Painel Ligue 180, disponível no
endereço www.gov.br/mulheres/ligue180.
LIGUE 180 — O Ligue 180 é um
serviço público e gratuito do Governo Federal que orienta
sobre os direitos das mulheres e sobre os serviços da Rede de Atendimento à
Mulher em situação de violência em todo o Brasil, além de analisar e encaminhar
denúncias para órgãos competentes. Funciona 24 horas, incluindo sábados,
domingos e feriados. Disponível também no WhatsApp: (61) 99610-0180 e pelo
e-mail central180@mulheres.gov.br.
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